As palavras valem pouco

Escrito em 21/03/2026
Manuel Costa

José Luís Nunes Martins As nossas palavras nem sempre são bem entendidas. São tantas aquelas que, em vez de esclarecer, acabam apenas por aumentar a escuridão. Pensa antes de falar, diz o que tens a dizer, com calma e clareza. As palavras são, na maior parte dos casos, desnecessárias. Um olhar pode dizer muito mais […]

José Luís Nunes Martins

Foto de Nick Fewings na Unsplash

As nossas palavras nem sempre são bem entendidas. São tantas aquelas que, em vez de esclarecer, acabam apenas por aumentar a escuridão.

Pensa antes de falar, diz o que tens a dizer, com calma e clareza. As palavras são, na maior parte dos casos, desnecessárias. Um olhar pode dizer muito mais do que um longo discurso.

No dia a dia, as nossas conversas, muitas vezes, começam por algo útil, passam depressa ao inútil e acabam no que é condenável. É quase impossível não falar demais.

Não acredites em palavras maldosas. Tem cuidado com o que ouves. Quantas pessoas usam a palavra amor sem saber o que significa? O que estarão elas a pensar e a querer dizer? Mais vale não acreditar quando o olhar de quem fala não é autêntico.

De que palavras, entre todas as que nos foram ditas, nos lembramos? Talvez de promessas nas quais assentámos partes da nossa vida. Mas, porque não há boas palavras sem obras, a desilusão perante um compromisso assumido — e não honrado — pode ser terrível.

A sabedoria está ou no silêncio ou em poucas palavras. Quais? Aquelas que uma criança entenderia sem necessidade de qualquer explicação.

Honra-te. Promete e cumpre — ou cumpre apenas. Talvez a honra seja ainda maior se não tiver havido promessa.

(Os artigos de opinião publicados na secção ‘Opinião’ e ‘Rubricas’ do portal da Agência Ecclesia são da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)

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